9/03/26
Durante a 6ª Conferência das Cidades, realizada entre os dias 24 e 27 de fevereiro de 2026, em Brasília, a bióloga capixaba Cleidiane da Cunha Oliveira defendeu, em âmbito nacional, a ampliação da participação de biólogos na construção de políticas públicas e no planejamento urbano sustentável.
Segundo a especialista, o planejamento das cidades precisa considerar, de forma técnica e integrada, os aspectos ambientais, ecológicos e sociais do território. Para ela, o crescimento urbano sem base científica pode ampliar riscos ambientais, comprometer recursos naturais e aprofundar desigualdades socioambientais.
Ao analisar a composição do Conselho Estadual das Cidades para o biênio 2026–2027 no Espírito Santo, Cleidiane apontou que há participação relevante de órgãos governamentais, movimentos sociais, entidades empresariais, trabalhadores e conselhos profissionais ligados principalmente à arquitetura e ao urbanismo. No entanto, destacou a ausência de instituições ou representações técnicas diretamente vinculadas à área ambiental e às Ciências Biológicas.
Na avaliação da bióloga, essa lacuna pode limitar debates estratégicos relacionados à biodiversidade urbana, adaptação climática, serviços ecossistêmicos e gestão ambiental integrada — elementos considerados essenciais para a construção de cidades mais resilientes e equilibradas do ponto de vista socioambiental.
Ela também alertou que conselhos e instâncias de planejamento urbano estão sendo estruturados em todo o território nacional e, embora reconheça a contribuição de profissionais da arquitetura e da engenharia, defende que esses espaços tenham composição multidisciplinar, com presença de especialistas da área ambiental.
De acordo com Cleidiane, a atuação de biólogos no planejamento urbano contribui para a avaliação dos impactos ambientais da expansão das cidades, a proteção da biodiversidade e dos ecossistemas locais, o planejamento de áreas verdes e corredores ecológicos, além da gestão sustentável de recursos hídricos e do solo.
A participação de profissionais com formação ambiental, segundo ela, amplia a qualidade técnica das decisões públicas e favorece a construção de cidades mais resilientes, saudáveis e sustentáveis para as atuais e futuras gerações.
Fonte: Conferência das Cidades: capixaba defende inclusão de biólogos em decisões sobre urbanismo
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