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Biólogos do DF lançam a campanha Xô Mosquito para combater o Aedes aegypti

Publicado em: 10/08/2018


A Associação dos Biólogos do Distrito Federal (ASSBIO-DF), em parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, lançará na próxima quarta-feira (15), às 9h, no Centro Olímpico Estrutural, a campanha Xô Mosquito, uma ação de natureza cidadã e científica para o controle do mosquito Aedes aegypti na Cidade Estrutural, no Distrito Federal. A iniciativa conta com apoio do Conselho Federal de Biologia (CFBio), do Conselho Regional de Biologia da 4ª Região (CRBio-04), do Sindicato dos Biólogos do DF (SindBio-DF) e da empresa Strike Indústria e Comercio. 

A Cidade Estrutural está localizada nos arredores do maior lixão da América Latina e segundo maior do mundo. Atualmente, a cidade conta com uma população de 50 mil habitantes e, em 2017, apresentou a maior taxa de incidência de dengue, com 484,96 casos para cada 100 mil habitantes, segundo boletim do Ministério da Saúde.

Tendo isso em vista, com o objetivo de reduzir esses índices de infestação dos mosquitos Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus, Biólogos se reuniram no Distrito Federal para criar uma campanha visando educação, limpeza e uso de inseticidas biológicos quando necessário, através de medidas participativas e sócio-educativas da comunidade. 

Segundo a ASSBIO-DF, a inciativa possui também a finalidade de valorização do BIÓLOGO e esclarecimento da população local sobre o papel protagonista deste profissional em ações de saúde ambiental preventiva. Para isso, serão executadas ações nas escolas para educação ambiental, além de capacitação e treinamento de pessoal, visitas domiciliares para destruição dos criadouros e monitoramento das armadilhas quanto à presença dos mosquitos. 

Os Biólogos e estudantes podem se inscrever para participarem como voluntários, por meio do site da ASSBIO-DF: http://assbiodf.com.br/index.php/voluntarios-abertura-xm/

Lançamento da campanha
No dia do lançamento, será realizada uma gincana educativa com as escolas EC01, EC02, CED01 e CEF02, de ensino infantil e fundamental, todas localizadas na Cidade Estrutural. A campanha vai acontecer até novembro deste ano e consiste na realização de diversas atividades, como gincanas, coleta de garrafas PET, oficinas, caça larvas nas escolas e comunidade, apresentação de filmes sobre a dengue, palestras e ambientes simulados para treinamento, exposição de material biológico e teatro.

"A educação ambiental será o nosso foco na campanha Xô Mosquito, pois acreditamos que a adesão da população e a mudança de hábitos é o que fará diferença na redução do índice de infestação pelo mosquito", afirma a Bióloga e uma das coordenadoras da campanha, Caroline Bezerra. Ao final, haverá premiação das equipes escolares vencedoras e também dos agentes mirins e alunos destaques do "caça mosquito".

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia participará com palestras da Bióloga e pesquisadora Rose Monnerat, e aplicação do bioinseticida Bio-BTI, desenvolvido em parceria com a empresa Strike Indústria e Comércio. Os Biólogos envolvidos na ação aplicarão o produto quando encontrarem as larvas do mosquito.

As atividades voluntárias ocorrerão sempre aos sábados e serão entregues certificados aos voluntários com presença acima de 80% na programação da campanha. Todos vão receber treinamento antes de iniciarem as atividades. O apoio de voluntários é bem-vindo durante toda a campanha, que também está sendo divulgada pelas redes sociais Facebook, Instagram  e também pelo Site da Campanha.

Campanha repete sucesso de São Sebastião
A metodologia que será utilizada na campanha Xô Mosquito já foi testada com sucesso entre janeiro e junho de 2007 na cidade de São Sebastião (DF), quando também foi utilizado um bioinseticida desenvolvido pela Embrapa para combater o mosquito transmissor da dengue.

Os resultados obtidos foram acima do esperado: o produto foi distribuído e aplicado em cerca de 20 mil residências e o Índice de Infestação Predial (IIP), que era de 4% (considerado muito alto/risco de surto), caiu para menos de 1%, padrão considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (MONNERAT et al., 2012). Na época, o ponto forte da campanha foram as ações educativas. "O sucesso da campanha se deu muito em função da adesão da população à nossa iniciativa", afirma a Bióloga Rose Monnerat.

O Aedes aegypti
Atualmente, a dengue não é mais a única preocupação relacionada ao Aedes aegypti. O mosquito também transmite Febre Amarela, Zika e Chikungunya, todas com sintomas muito parecidos (febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações).

Dentre todas, a Febre Amarela é a mais grave, podendo atacar principalmente o fígado, os rins, o coração e o sistema de coagulação. A mortalidade da Febre Amarela é alta e atinge entre 40 e 50% das pessoas infectadas pelo vírus. O Zika vírus também se tornou uma grande preocupação mundial após sua infecção em gestantes ter sido correlacionada ao nascimento de bebês com microcefalia. 

No caso da Dengue, a doença apresenta quatro sorotipos diferentes e o quadro pode se agravar e progredir para a Dengue Hemorrágica, quando os episódios de sangramento podem ser severos e a doença passa a ser potencialmente fatal. O índice de mortalidade da dengue é bastante inferior ao da febre amarela e chega a 2% em epidemias de repetição. As informações são da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Prevenção
Para a prevenção dessas doenças o foco principal deve ser o combate ao mosquito transmissor. É necessário adotar cuidados ambientais e evitar qualquer empoçamento de água. Também é importante usar repelentes, calças compridas, blusas de mangas compridas e roupas de cores claras porque o mosquito tem preferência por materiais e locais escuros. É preciso ficar atento aos cantos escuros da casa, ralos e sifões das pias e calhas para evitar que o Aedes aegypti encontre alojamento e condições para reprodução.

Com informações da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia



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